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CICLOSOFT ACOMPANHA OS CAMINHOS
DA COLETA SELETIVA NO PAÍS
Em sua sexta edição, a pesquisa Ciclosoft revela em detalhes o panorama da coleta
seletiva e da reciclagem em todo o Brasil.
Desde a primeira vez em que
foi promovida pelo Cempre, em
1994, a pesquisa Ciclosoft vem se
transformando em um instrumento
para medir e avaliar o fôlego
da coleta seletiva e da reciclagem
no país. Para traçar um
cenário minucioso do segmento, o
estudo engloba uma série de índices
com conteúdo técnico, econômico
e social. A partir das análises
do levantamento, é possível
conhecer, por exemplo, a composição
do lixo urbano, os custos da
coleta seletiva, o mercado para o
material reciclável e o envolvimento
da população com o tema.
Total de municípios com coleta seletiva

Após 1994, o estudo foi repetido
em 1996 e, desde 2002, vem
sendo produzido a cada dois
anos. "Com essa freqüência, obtemos
análises mais consistentes
que identificam desde pequenos
movimentos até mudanças mais
substanciais", conta o presidente
do Cempre, Josemar Picanço. "Assim, todos os envolvidos com a
coleta seletiva e a reciclagem– catadores, empresas, pesquisadores,
poder público e a sociedade
em geral – podem conhecer o que é feito no Brasil como um
todo e verificar onde estão as
oportunidades de melhoria e ganhos
de escala."
A coleta por região

A pesquisa
aponta que a coleta
seletivaé promovida em
405 municípios,
o que representa
7% do total de
municípios do
país. É interessante
notar que esse número indica
um incremento de quase
25% em relação ao levantamento
de 2006, quando 327 municípios
dispunham do sistema. "Percebemos
claramente que chegou a vez
de as cidades menores se engajarem
nesse movimento, pois houve
um aumento significativo no número
de municípios com menos
de 100 mil de habitantes que passaram
a fazer a coleta seletiva. Ou
seja, apesar de eventuais dificuldades,
as prefeituras estão se envolvendo
mais", analisa Picanço.
Composição da coleta seletiva (em peso)

* inclui outros tipos de materiais recicláveis: baterias, pilhas, borracha, madeira, livros (reutilização), entre outros.
Na ponta do lápis

*US$ 1 = R$ 1,70
Novo impulso
com o PAC Resíduos
Dessa forma, aproximadamente
14% da população brasileira é
atendida pela coleta seletiva, num total de 26 milhões de pessoas,
o que soma 1 milhão
a mais do que no último
levantamento. Quanto à
forma de organização dos
programas, 201 dos municípios
trabalham com o modelo
porta em porta, 105 possuem Postos de Entrega
Voluntária (PEV) e 174 têm relação com Cooperativas
de Catadores de materiais recicláveis.
Como já havia sido apontado nas edições
anteriores do Ciclosoft, os programas continuam
concentrados nas regiões Sul e Sudeste, com
83% do total. Em 18 municípios, a pesquisa se deu de maneira mais detalhada para avaliar de perto a estruturação
dos sistemas locais.
O custo médio com a coleta seletiva, incluindo as etapas de coleta e triagem, é de R$ 376, mantendo-se em relação
à coleta convencional no mesmo patamar da pesquisa anterior – ou seja, cinco vezes maior. Vale destacar que
essa relação, em 1994, era de 10 para 1.
Segundo Josemar, o Ciclosoft indica o crescimento linear da coleta seletiva. "Estamos percebendo a consolidação
da coleta no país e um grande impulso talvez possa ser dado pelo PAC Resíduos." De fato, o Programa
de Aceleração do Crescimento
(PAC), em sua vertente
voltada para os Resíduos,
prevê financiamentos para
que as prefeituras disponibilizem
galpões de triagem para
cooperativas de catadores. "Serão R$ 50 milhões entregues
a 130 municípios para a viabilização de 150 galpões de triagem já equipados com carrinhos, balança,
prensa e empilhadeira, num esforço para estimular a coleta seletiva com a geração de emprego e renda", explica
Nadja Limeira, do Ministério das cidades. A expectativa é que o impacto positivo dessa iniciativa já possa
ser identificado no próximo Ciclosoft.
18 municípios tiveram suas experiências analisadas com maior profundidade: Belo Horizonte (MG), Brasília
(DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Itabira (MG), Londrina (PR), Manaus (AM), Porto
Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santo André (SP), Santos
(SP), São Bernardo do Campo (SP), São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP).

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