MAIS UM REFORÇO

Em novembro, mês em que comemora dez anos de Brasil, a Dell tornou-se a mais nova associada do Cempre. Fundada em 1984, nos Estados Unidos, a Dell é uma das maiores empresas de computadores do mundo, tendo sido pioneira no modelo direto de vendas no segmento.

Sua primeira unidade de produção no Brasil - instalada no Rio Grande do Sul - foi também a primeira na América Latina. Hoje, a região – ao lado da Índia, China e demais países emergentes - é considerada estratégica para a Dell, sendo o Brasil um dos
mercados em que a empresa mais cresce no mundo. Em 2007, implementou um plano de expansão no Brasil, com a inauguração de uma nova fábrica no interior de São Paulo.

Além das atividades internas de sustentabilidade, a Dell desenvolve há três anos, em todo o país, um programa que oferece a seus clientes pessoas físicas a possibilidade de solicitar, via internet, a retirada grátis de seus equipamentos para reciclagem. A iniciativa
faz parte de uma ação mundial que recuperou, em 2007, mais de 46 mil toneladas em diversos países e apresentou crescimento de 20% em relação a 2006.

A participação no Cempre tem como objetivo aprofundar o processo de multiplicação das práticas de 3Rs em todas as ações da Dell, reforçando sua meta de ser a empresa de TI
“mais verde” do mundo. “Há anos, o Cempre é reconhecido como grande contribuinte para o aprimoramento da discussão da reciclagem, além de ser reconhecido como importante player na formulação das políticas públicas destinadas a regular o tema”, destaca Maria Claudia Souza, diretora de Relações Governamentais da Dell para América Latina. “A repetição de seu modelo em outros países comprova a efetividade da estratégia proposta desde a sua fundação, agregando inegável valor a todas as suas associadas.”

Para saber mais: www.dell.com.br



O MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO PAÍS

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), do Ministério das Cidades, divulgou em outubro os resultados da sexta edição do “Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos”, referente a 2007. Como nos anos anteriores, a participação
foi facultativa. Segundo Ernani Miranda - coordenador do Programa de Modernização do Setor de Saneamento – PMSS, Unidade da SNSA responsável pelo Diagnóstico, dos 418 municípios convidados (74 a mais do que em 2006), 306 responderam ao levantamento, o que resulta em uma taxa de adesão de 73,2% e em um aumento de 59 municípios (23,9%) na base de dados em relação a 2006.

As respostas revelam que a cobertura média da coleta de lixo é superior a 90% da população urbana em 286 dos 304 municípios para os quais esse indicador foi calculado. A massa recolhida média corresponde a 0,97 kg por habitante urbano por dia. A maior parte dos resíduos é disposta em 267 aterros e lixões.

Um total de 56,6% dos municípios realiza coleta seletiva, com predominância do sistema porta a porta. Há ainda a coleta seletiva não-formal feita por catadores que estão presentes em 83% dos municípios da amostra. Em 54,8% dos municípios nos quais atuam catadores, há organizações como cooperativas e associações.

A coleta seletiva recolhe de 4,7 a 6,0 kg por habitante urbano por ano, sendo mais efetiva nos municípios de maior porte. A triagem dos recicláveis recupera, em média, 3,1 kg por habitante urbano por ano (menos de 1% do total recolhido). Papel e papelão representam a maior parte do material recuperado (50,7%). Em seguida, aparecem plásticos (26,4%), metais (12,1%) e vidros (6,4%). “O Diagnóstico é uma boa fonte de consulta para os diversos agentes da gestão dos resíduos sólidos. A série histórica está disponível na internet, o que permite um acompanhamento detalhado do que vem ocorrendo no país em relação a esse tema”, comenta Nadja Limeira Araújo, gerente de Projetos de Resíduos Sólidos, da SNSA.

Para saber mais: www.snis.gov.br