UM QUADRO DA RECICLAGEM NOS DIFERENTES SEGMENTOS

O Cempre acaba de fechar seu levantamento anual dos índices de reciclagem de resíduos sólidos urbanos no país com os números relativos a 2008. De maneira geral, os dados continuam apresentando uma curva ascendente para todos os materiais analisados, o que indica a consolidação de um modelo sustentável de reciclagem. Participam desse processo a sociedade, o governo, as empresas e as organizações e associações – sobretudo as cooperativas de catadores que vêm assumindo um papel cada vez mais importante para o sucesso do modelo brasileiro.

O que se percebe, então, é que cada setor, conforme suas características e necessidades, vem apostando de maneira mais marcante na reciclagem - não apenas como solução para as questões ambientais, mas também como um caminho que possibilita boas oportunidades de negócios. Firma-se, assim, o conceito de sustentabilidade que une aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Apesar da crise no mercado de recicláveis, os números apontam para um crescimento de cerca de 10% do índice geral. Isso demonstra que o setor vem amadurecendo na busca de alternativas para se manter forte e viável”, comenta André Vilhena, diretor do Cempre. “Para aprofundar ainda mais essa consolidação, éindispensável a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos que continua em tramitação no Congresso. A partir dela, poderemos incrementar de maneira efetiva a coleta seletiva e estimular o crescimento de toda a cadeia.”

Oportunidades não faltam. A pesquisa revela que 405 municípios brasileiros oferecem coleta seletiva à população – uma evolução marcante se considerado o total de 1994, quando apenas 81 municípios tinham coleta seletiva. No entanto, esses 405 correspondem a apenas cerca de 7% do total de municípios do país. Confira como se comportaram, em meio a esse cenário, os índices relativos a alguns dos materiais analisados na pesquisa do Cempre.

Ao longo dos anos

Acompanhe, nas próximas edições do Cempre Informa,
o desempenho de outros materiais.