
Rio de Janeiro coleta
eletroeletrônicos no metrô
Campanha recebeu equipamentos usados que foram
desmontados e encaminhados para a reciclagem.
Dez dias antes do Natal de 2010, quando muitas
pessoas estavam prestes a substituir itens usados por
versões mais modernas, foi lançada na cidade do Rio
de Janeiro a campanha "Natal da EletroReciclagem".
Alinhada com os princípios da logística reversa estabelecidos
na Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS), a ação teve como meta alertar a população a
fazer a sua parte nesse movimento que deve incluir
fabricantes, comerciantes, cooperativas e o poder
público, entre outros. Em duas estações de metrô,
foram instalados postos de coleta para receber os
equipamentos eletroeletrônicos inutilizados.
A campanha envolveu também o Ministério do
Meio Ambiente, a Tetra Pak, que forneceu os estandes e contêineres de coleta, a
Intrapar e a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis
(Febracom). Todo o material recolhido está sendo tratado pela Empresa Reciclo
Ambiental, de São Paulo, para desmontagem dos equipamentos e encaminhamento
para a reciclagem. As placas eletrônicas serão recicladas na Suécia. O "Cempre
Informa" falou com o deputado estadual Carlos Minc sobre essa iniciativa:
Qual foi o objetivo da campanha?
Minc: Uma das principais metas foi estimular a conscientização da população sobre
a importância da reciclagem, entendendo que o lixo, quando descartado de forma
inadequada, é no fundo matéria-prima fora do lugar. Além disso, procuramos difundir
a existência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sensibilizando o consumidor
para a necessidade da reciclagem do lixo tecnológico.
E seu resultado?
Minc: O resultado foi bom, mostrando que a população está preparada para essa
nova cultura trazida pela Política, em que a responsabilidade compartilhada pelo
ciclo de vida dos produtos pode gerar trabalho e renda para as cooperativas de
catadores. No futuro, novas ações serão tomadas para a implantação da logística
reversa do chamado e-lixo, o lixo eletrônico, em que está prevista a responsabilidade pós-consumo dos fabricantes e importadores de eletroeletrônicos pela destinação
correta do e-lixo. Com o reforço e desdobramentos das ações, cooperativas de
catadores poderão atender novos pontos de coleta, transportando os equipamentos
descartados. O balanço foi promissor e revela o potencial de desenvolvimento dessas
iniciativas. Em poucos dias de campanha, de 15 a 24 de dezembro, foram
arrecadados 1.450 quilos de equipamentos usados. A divulgação contou com folders,
camisetas e banners, além do circuito interno de todas as estações do metrô.
Há alguma meta de estender ou retomar a campanha?
Minc: Com certeza, haverá desdobramentos, inclusive com o aumento dos pontos
de coleta. Temos uma atuação firme de apoio à reciclagem e ao trabalho das
cooperativas de catadores. Vamos continuar nessa linha de atuação, com a
Secretaria de Estado do Ambiente promovendo novas ações como essa, de educação
ambiental.
Para saber mais: www.ambiente.rj.gov.br /
www.minc.com.br