
GARSD realiza seu 3º encontro mundial
Destaque foi para a troca de experiências e a importância da união entre empresas, governo e sociedade
civil organizada para incrementar a reciclagem nos países em desenvolvimento.
O Brasil sediou a terceira reunião
mundial da GARSD (Aliança Global
para Reciclagem e Desenvolvimento Sustentável) – entidade que congrega
associações que seguem o modelo do
Cempre em países como México, África
do Sul, Uruguai, Colômbia e Tailândia.
A agenda, de 7 a 12 de novembro, foi
repleta de compromissos como a participação
no VII Recicle Cempre, com
apresentação do painel internacional "A Responsabilidade Compartilhada no
Mundo" pelos representantes do
Cempre Brasil, Cempre Colômbia,
Cempre Uruguai, Sustenta do México,
Tipmse da Tailândia e Petco da África
do Sul.
"A Aliança Global existe justamente
para multiplicar experiências bem-sucedidas.
A consolidação do modelo de
responsabilidade compartilhada é um
processo lento e que exige muita dedicação,
mas os resultados do Brasil
provam que esse esforço compensa",
destaca o presidente do Cempre, Victor
Bicca. Segundo Fernando Von Zuben, da Tetra Pak Brasil, "às vésperas de
completar vinte anos, o Cempre é hoje
uma fonte de conhecimento, inspiração
e treinamento para as cooperativas,
desenvolvendo um sistema cada vez
mais eficiente, com ganhos de qualidade,
produtividade e escala".
De fato, outros países têm buscado
o know-how brasileiro para traçar soluções
locais. "Avaliamos, entre as diversas
opções existentes, a que melhor se
adaptaria às características de nosso
país. Viemos ao Brasil há cerca de seis
anos para conhecer e aprender com o
que estava sendo feito aqui, especialmente
no Cempre. Concluímos que
esta seria a escolha mais adequada e
temos conseguido reproduzir, com
sucesso, esse modelo que envolve as
empresas, os consumidores, os catadores
organizados e o governo", conta
Veera Akkaraputtiporn, da Coca-Cola
Tailândia e vice-chairman da Tipmse.
Soluções compartilhadas
A programação incluiu também atividades
de campo com visitas às instalações
da Klabin, EET, Polares e da
Cooperativa Vira-Lata. "Há muito a ser
aprendido quando se trabalha em rede.
Entre os destaques do que vimos no
Brasil, está a formalização do trabalho
dos catadores. A união em cooperativas
contribui para o reconhecimento de
sua importância na cadeia de reciclagem
e para que tenham mais qualidade
de vida", comenta Cheri Scholtz, da
Petco África do Sul.
No dia 12 de novembro, representantes
das organizações internacionais e
das empresas Coca-Cola, Danone,
Procter & Gamble, Tetra Pak e Unilever
reuniram-se para um encontro formal
do grupo, patrocinado pela The Coca-
Cola Company. Na pauta, entre outros
temas, discutiu-se como aprofundar a
cooperação entre os países, aproveitando
as melhores práticas de cada experiência. "Esse intercâmbio é muito rico,
pois nos permite olhar cada questão sob
novos ângulos. Podemos ver a diversidade
e também a similaridade dos desafios
e das oportunidades", explica April
Crow, diretora da The Coca-Cola
Company. "Temos que incentivar esse
diálogo global, pois uma organização ou
um país não pode resolver tudo individualmente,
precisamos de um modelo
coletivo que nos permita eliminar barreiras
e dificuldades."