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O mercado para reciclagem
   
  O Brasil consumiu 514.000 toneladas de resina PET na fabricação de embalagens em 2011.
Atualmente, o maior mercado para o PET pós-consumo no Brasil é a produção de fibra de poliéster para indústria têxtil (multifilamento), onde será aplicada na fabricação de fios de costura, forrações, tapetes e carpetes, mantas de TNT (tecido não tecido), entre outras. Outra utilização muito freqüente é na a fabricação de cordas e cerdas de vassouras e escovas (monofilamento). Outra parte é destinada à produção de filmes e chapas para boxes de banheiro, termo-formadores, formadores a vácuo, placas de trânsito e sinalização em geral. Também é crescente o uso das embalagens pós-consumo recicladas na fabricação de novas garrafas para produtos não alimentícios.
É possível utilizar os flocos da garrafa na fabricação de resinas alquídicas, usadas na produção de tintas e também resinas insaturadas, para produção de adesivos e resinas poliéster. As aplicações mais recentes estão na extrusão de tubos para esgotamento predial, cabos de vassouras e na injeção para fabricação de torneiras.
Em muitos países, os consumidores podem comprar refrigerantes envasados em garrafas de PET produzidas com percentuais variados de material reciclado.
Essa aplicação poderá crescer com o avanço da reciclagem química deste material, processo no qual o PET pós-consumo é despolimerizado, recuperando as matérias-primas básicas que lhe deram origem. Com essa matéria-prima recuperada é possível produzir a resina PET novamente. A tecnologia mais conhecida é a bottle to bottle já presente no Brasil.
 
Quanto é reciclado?
 

59% das embalagens pós-consumo foram efetivamente recicladas em 2012, totalizando 331 mil toneladas. As garrafas são recuperadas principalmente através de catadores e cooperativas, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios.
O volume de PET reciclado no Brasil seguiu crescendo em 2012. De 1994 á 2002, o percentual de reciclagem das embalagens PET pós -consumo no Brasil subiu de 19% para 35% do total comercializado. De 2003 à 2006 subiu de 43% para 51% e desde então a alta anual tem variado de 1,5% à 2%
Em 2011 O Brasil alcançou novamente o segundo lugar na reciclagem do PET, perdendo apenas para o Japão que reciclou 77,9%.
Índice de Reciclagem em 2011


País

% Reciclagem

Japão

77,9%

Brasil

59%

Austrália

42,3%

Argentina

34%

EUA

29,3%

Fonte :ABIPET, NAPCOR, ARPET,PETCORE.
 

Conhecendo o material

 
A reciclagem das embalagens PET – Poli(Tereftalato de Etileno) - , como as garrafas de refrigerantes de 1l, 1,5l, 2l, 2,5l e 0,6l descartáveis, está em franca ascensão no Brasil. O material, que é um poliéster termoplástico, tem como características a leveza, a resistência e a transparência, ideais para satisfazer a demanda do consumo doméstico de refrigerantes e de outros produtos, como artigos de limpeza e comestíveis em geral. A evolução do mercado e os avanços tecnológicos têm impulsionado novas aplicações para o PET reciclado, das cordas e fios de costura, aos carpetes, bandejas de ovos e frutas e até mesmo novas garrafas. Sua reciclagem, além de desviar lixo plástico dos aterros, utiliza apenas 0.3% da energia total necessária para a produção da resina virgem. E tem a vantagem de poder ser reciclado várias vezes sem prejudicar a qualidade do produto final.
 

Qual o seu peso no lixo?

 

Segundo a Pesquisa Ciclosoft, 15,6% dos materiais recicláveis coletados nas grandes cidades eram plásticos, sendo que destes, 32% é representado pelo PET

 

Sua história

 

O PET foi desenvolvido em 1941 pelos químicos ingleses Whinfield e Dickson. Mas as garrafas produzidas com este polímero só começaram a ser fabricadas na década de 70, após cuidadosa revisão dos aspectos de segurança e meio ambiente. No começo dos anos 80, EUA e Canadá iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas. Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicações importantes, como tecidos, lâminas e garrafas para produtos não alimentícios. Mais tarde, na década de 90, o governo americano autorizou o uso deste material reciclado em embalagens de alimentos.

 

E as limitações ?

 

Contaminação

 
Os principais contaminantes do PET reciclado de garrafas de refrigerantes são os adesivos (cola) usados no rótulo e outros plásticos da mesma densidade, como o PVC, por exemplo. A maioria dos processos de lavagem não impede que traços destes produtos indesejáveis permaneçam no floco de PET. A cola age como catalisador da degradação hidrolítica quando o material é submetido à alta temperatura no processo de extrusão, além de escurecer e endurecer o reciclado. O mesmo pode ocorrer com o cloreto de polivinila (PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode misturar-se com a sucata de PET. É preciso atenção especial para os rótulos produzidos com o PVC termoencolhível, material que, graças à sua versatilidade e apelo visual, vem sendo utilizado com freqüência. O alumínio existente em algumas tampas só é tolerado com teor de até 50 partes por milhão no reciclado.
 
Rígidas Especificações de Matéria-prima
 
A seleção e pré-processamento da sucata são muito importantes para a garantia de qualidade do reciclado. A seleção pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pelo produto que a embalagem continha. Por exemplo, 100% das garrafas plásticas para refrigerantes são de PET. Outra maneira prática de identificar uma embalagem de PET é através do birro, isto é, o ponto de injeção, sempre presente no fundo da embalagem. A separação pode seguir processos manuais ou mecânicos, como sensores óticos. Na revalorização, após a prensagem, será preciso retirar os contaminantes, separando-os por diferença de densidade em fluxo de água ou ar. Além do rótulo (polietileno ou papel), tampa (polipropileno, polietileno de alta densidade ou alumínio) devem ser retirados da sucata os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.
 

É importante saber...

 

Redução da Fonte de Geração

 
No caso de embalagem PET de 2 litros, a relação entre o peso da garrafa (cerca de 50g) e o conteúdo é uma das mais favoráveis entre os descartáveis. Como ilustração, numa carga de 1000 litros de refrigerantes, estas embalagens ocupariam apenas 2% do peso total da carga. Na produção de refrigerantes (produto que consome 80% da resina produzida) o consumo de água é de 2 litros para cada litro de refrigerante. Essa relação, em sistemas de embalagens retornáveis, é de 6,5 litros de água por litro de refrigerante produzido.
 
Compostagem
 
O material não pode ser transformado em adubo.
 
Incineração
 
O PET é altamente combustível, com valor de cerca de 20.000 BTUs/kilo, e libera gases residuais como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico. Por outro lado, devido ao alto valor da sucata, a incineração do material não é recomendada, mesmo com recuperação de energia.
 
Aterro
 
É de difícil degradação em aterros sanitários.
 
O ciclo da reciclagem
 
Voltando às Origens
 

RECUPERAÇÃO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas no lixo comum ganham o status de matéria-prima. As embalagens recuperadas serão separadas por cor e prensadas. A separação por cor é necessária para que os produtos que resultarão do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicação no mercado. A prensagem, por outro lado, é importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como já sabemos, o PET é muito leve.

REVALORIZAÇÃO: As garrafas são moídas (flake), ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase é o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matéria-prima para a fabricação dos diversos produtos que o PET reciclado dá origem na etapa de transformação. No entanto, há possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os pellets. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformação.

TRANSFORMAÇÃO: Fase em que os flocos, ou o granulado, serão transformados num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricação de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos não alimentícios.

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